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Juros do Empréstimo Pessoal: Ranking de 6 Grandes Bancos

Por Equipe Guardar Dinheiro
Mãos fazendo contas na calculadora e anotando num contrato carimbado sobre a mesa

Quando o dinheiro aperta, o empréstimo pessoal costuma ser a primeira porta que o banco abre, às vezes com um botão de “crédito pré-aprovado” piscando no aplicativo. O que quase ninguém faz é comparar os juros do empréstimo pessoal entre bancos antes de aceitar. E a diferença entre eles não é detalhe.

A pesquisa mensal do Procon-SP, com dados coletados em 1º de setembro de 2026, mostra que a taxa média máxima dos seis grandes bancos acompanhados subiu de 8,23% para 8,66% ao mês, o equivalente a 170,87% ao ano, segundo o BPMoney. A alta foi puxada pelo Bradesco, que passou de 7,47% para 9,79% ao mês.

Abaixo está o ranking completo, do juro mais alto para o mais baixo. Para tornar a comparação concreta, calculei quanto custaria um empréstimo hipotético de R$ 5.000 em 12 parcelas fixas em cada taxa, sem IOF e sem tarifas, que encarecem ainda mais a conta real.

Importante: este ranking é informativo e não é recomendação para contratar crédito em nenhuma instituição. As taxas são as máximas pré-fixadas para clientes não preferenciais; a sua pode ser maior ou menor, conforme seu relacionamento e análise de crédito.

Ranking dos juros do empréstimo pessoal nos grandes bancos

1. Santander: 9,99% ao mês

É a maior taxa da pesquisa, mantida em relação a agosto, segundo a Gazeta Mercantil. Em termos anuais, dá cerca de 213% ao ano. No exemplo de R$ 5.000 em 12 vezes, a parcela ficaria em torno de R$ 733, e você devolveria cerca de R$ 8.801, ou seja, R$ 3.801 só de juros.

2. Bradesco: 9,79% ao mês

Foi a maior alta do mês: 2,32 pontos percentuais acima de agosto, um aumento de 31% sobre a taxa anterior (BPMoney). Equivale a aproximadamente 207% ao ano. Parcela estimada de R$ 726 e cerca de R$ 3.715 de juros no total.

3. Itaú: 9,49% ao mês

Taxa mantida em relação ao mês anterior (Gazeta Mercantil). Na conta anual, perto de 197%. Os R$ 5.000 virariam 12 parcelas de cerca de R$ 716, com R$ 3.587 de juros.

4. Caixa: 8,01% ao mês

Também sem alteração no mês. Fica praticamente no mesmo patamar do teto do cheque especial e equivale a cerca de 152% ao ano. Parcela estimada de R$ 664 e R$ 2.966 de juros no total.

5. Banco do Brasil: 7,43% ao mês

Subiu 0,23 ponto percentual em relação a agosto (de 7,20%). Na conta anual, cerca de 136%. Parcela de aproximadamente R$ 644 e R$ 2.728 de juros.

6. Safra: 7,25% ao mês

A menor taxa da pesquisa, mantida no mês. Equivale a cerca de 132% ao ano. Parcela estimada de R$ 638 e R$ 2.655 de juros.

O que esse ranking mostra na prática

A diferença entre o primeiro e o último lugar é de 2,74 pontos percentuais ao mês, e isso vira R$ 1.146 a mais de juros no mesmo empréstimo de R$ 5.000. É dinheiro suficiente para pagar uma conta de luz de vários meses ou começar uma reserva.

Outro detalhe: a Selic vem caindo ao longo de 2026, mas, como lembra a Gazeta Mercantil, isso não chega automaticamente ao crédito das famílias. Risco de inadimplência, custo de captação e margem do banco pesam mais na taxa final do que a decisão do Copom.

E o cheque especial? Na mesma pesquisa, ele ficou em 8% ao mês, que é o teto permitido pelo Banco Central. Se você usa o limite da conta como extensão do salário, vale reler o que você precisa saber sobre o cheque especial antes de qualquer outra decisão.

Minha leitura, de quem já viu o crédito por dentro

Nos meus anos no PagBank, aprendi que a taxa de juros é o número mais importante de um empréstimo e o menos olhado. A pessoa olha se a parcela “cabe” e esquece de perguntar quanto vai pagar no total. Por isso, quando alguém me pergunta qual empréstimo pegar, minha primeira resposta é outra pergunta: precisa mesmo? Se precisa, o caminho é comparar o Custo Efetivo Total (CET), que inclui juros, IOF e tarifas, e considerar alternativas como o consignado CLT, que costuma ter taxa menor por ter desconto em folha. O guia de como escolher o empréstimo mais barato ajuda a organizar essa comparação.

Perguntas frequentes sobre juros do empréstimo pessoal

Qual banco tem o empréstimo pessoal mais barato?

Na pesquisa do Procon-SP de setembro de 2026, entre os seis grandes bancos acompanhados, a menor taxa máxima foi a do Safra, com 7,25% ao mês, seguida pelo Banco do Brasil, com 7,43%. Como são taxas máximas para clientes não preferenciais, a sua oferta pode ser diferente. Compare sempre o CET antes de contratar.

Qual a taxa média do empréstimo pessoal em 2026?

Segundo o Procon-SP, a taxa média máxima dos seis grandes bancos pesquisados foi de 8,66% ao mês em setembro de 2026, o equivalente a 170,87% ao ano. Em agosto, a média era de 8,23% ao mês. A alta foi puxada principalmente pelo Bradesco e, em menor grau, pelo Banco do Brasil.

O que é CET e por que ele importa mais que a taxa de juros?

CET é o Custo Efetivo Total: soma juros, IOF, tarifas e seguros embutidos no empréstimo. Dois bancos com a mesma taxa de juros podem ter CETs diferentes. O banco é obrigado a informar o CET antes da contratação, e é esse número que permite comparar ofertas de forma justa.

Empréstimo pessoal é mais barato que o cheque especial?

Nem sempre. O cheque especial tem teto de 8% ao mês, e alguns bancos cobram mais que isso no empréstimo pessoal. A vantagem do empréstimo é ter parcelas fixas e prazo definido, enquanto o cheque especial tende a virar dívida rolada. Compare as taxas da sua instituição antes de decidir.

O que fazer hoje

Se você está pensando em pegar um empréstimo, abra o aplicativo do seu banco e procure o CET da oferta, não só a parcela. Depois, anote na nossa planilha Planner Financeiro 360º quanto essa parcela representa da sua renda e o que vai deixar de caber no mês. Crédito bem escolhido pode resolver um problema; crédito no impulso cria outro. Saber o custo exato é o que devolve a você o poder de escolher.


Sobre a autora: Gracy Ferreira é especialista em marketing com quase 12 anos de experiência no PagBank e mais de 15 anos investindo na prática. Fundadora do Site Guardar Dinheiro, onde escreve sobre o caminho do meio entre viver hoje e garantir o futuro.

Este conteúdo tem caráter educacional e não constitui recomendação de investimento. Atualizado em: 09/10/2026



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